A pejotização na Justiça do Trabalho

entre autonomia contratual e fraude laboral

Autores

  • Narayana Teixeira Hannas Autor

Palavras-chave:

Pejotização, Reforma trabalhista, Dignidade humana, Autonomia contratual, Justiça do Trabalho

Resumo

O presente ensaio memorial analisa criticamente o fenômeno da pejotização sob a ótica da Justiça do Trabalho, com abordagem dialético-histórica e qualitativa. A pejotização — processo em que o trabalhador é compelido a constituir pessoa jurídica para mascarar vínculo empregatício — revela-se um dos maiores desafios contemporâneos à efetividade dos direitos sociais. A partir das reformas trabalhistas de 2017 e da consolidação de entendimentos no Supremo Tribunal Federal, busca-se compreender as fronteiras entre a autonomia contratual legítima e a fraude laboral. A análise ancora-se na Constituição de 1988, na doutrina de Bobbio (2004), Kant (2002) e Celso Antônio Bandeira de Mello (2015), além de dados empíricos do IBGE e IPEA sobre informalidade e precarização. Conclui-se pela necessidade de reafirmação do papel tutelar da Justiça do Trabalho e pela construção de critérios objetivos para distinguir relações autônomas legítimas de fraudes contratuais disfarçadas.

Biografia do Autor

  • Narayana Teixeira Hannas

    Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás. Pós-graduada em direito Tutela do Meio Ambiente do Trabalho e Saúde do Trabalhador, pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Universidade Federal de Goiás, Palestrante, Professora da ENAMAT e Juíza do Trabalho, do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, desde 1998.

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Publicado

2025-12-05